Pesquisa com 2.482 endividados (2026): quanto devem, o que trava e o que querem resolver

Não é estimativa de birô nem de banco. São respostas diretas de quem está devendo, coletadas entre junho e setembro de 2026. Os números estão abertos e podem ser citados com a fonte.

Por Nádia Pace — Especialista em dívidas PF e PJ: auditora, contadora, consultora financeira e correspondente bancária · Publicado em 13 de setembro de 2026 · Atualizado em 13 de setembro de 2026

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Em pesquisa com 2.186 pessoas endividadas (respostas até 06/09/2026), 57% devem mais de R$ 50.000,00 e 39% têm renda familiar de R$ 10.000,00 ou mais. A maior trava não é falta de dinheiro: 44,6% dizem "não sei por onde começar" e 30,2% "não tenho dinheiro nem para pagar um acordo". 82% querem resolver em até 30 dias. O material mais pedido foi um checklist de negociação banco a banco (49,4%). Fonte: Nádia Pace, contadora (CRC), método Viva Sempre Com Dinheiro.

Os números principais

Em uma frase: quem procura ajuda não é o público pobre do imaginário — é classe média endividada, com pressa e sem saber por onde começar.

44,6%

não sabem por onde começar

57%

devem mais de R$ 50 mil

82,1%

querem resolver em até 30 dias

A pesquisa ouviu 2.482 pessoas endividadas ao longo de 2026, em cinco medições sucessivas. A primeira tinha 64 respostas; a última, 2.482. Entre uma e outra, nenhum dos números que decidem mudou de posição — o que indica estabilidade do padrão, não oscilação de amostra.

Gráfico de barras: 82,1% querem resolver em até 30 dias, 57% devem mais de R$ 50 mil, 38,2% têm renda familiar de R$ 10 mil ou mais
Perfil de quem procurou ajuda para sair das dívidas em 2026. Base: 2.482 respostas.

O dado de renda é o que mais contraria a expectativa: 38,2% declaram renda familiar de R$ 10 mil ou mais. Endividamento alto não é sinônimo de renda baixa — é, com frequência, consequência de crédito caro sobre renda média.

O que trava: não é dinheiro, é ordem

Perguntadas sobre a maior dificuldade, as respostas se concentram em dois pontos — e o primeiro não tem relação com falta de dinheiro.

Gráfico de barras: 44,6% não sabem por onde começar, 30,7% não têm dinheiro para o acordo
Maior dificuldade declarada. Base: 2.482 respostas.

44,6% respondem "não sei por onde começar", contra 30,7% que apontam falta de dinheiro para o acordo. A paralisia aparece antes da restrição financeira — e isso muda o que ajuda de verdade: ordem e informação pesam mais que mais crédito.

A expressão que o público usa espontaneamente para descrever o próprio quadro é bola de neve. Ela aparece nas cinco medições e em texto aberto, sem ser sugerida.

Tabela completa dos indicadores

Esta tabela pode ser reproduzida livremente, com crédito e link para esta página.:
Indicador Percentual
Querem resolver em até 30 dias82,1%
Devem mais de R$ 50 mil57,0%
Não sabem por onde começar (dificuldade nº 1)44,6%
Renda familiar de R$ 10 mil ou mais38,2%
Não têm dinheiro para o acordo (dificuldade nº 2)30,7%
Desconfiança como principal receio ao buscar ajuda14,3%

Os dados agregados também estão disponíveis em formato CSV, sem qualquer informação individual de respondente.

O que as pessoas pedem: um checklist banco a banco

Entre as opções de material de apoio, a mesma escolha venceu nas cinco medições: um checklist de negociação banco a banco, com 52% das indicações na última rodada.

A preferência de formato também contraria o senso comum sobre consumo de conteúdo: texto e vídeo longo aparecem à frente de vídeo curto entre quem está endividado. Quem procura solução para dívida quer o passo completo, não o resumo.

Vale registrar o viés da pergunta: ela apresentava um teto de valor, o que infla todos os itens. Serve como ordem de preferência, não como disposição a pagar.

O maior receio antes de pedir ajuda

Perguntadas em texto aberto sobre o que as impediu de buscar ajuda antes, a resposta mais frequente foi a desconfiança, com 14,3% das menções — à frente de dúvidas sobre eficácia (7,9%).

É um dado com consequência prática para quem comunica nesse mercado: o obstáculo inicial não é preço nem ceticismo técnico, é desconfiança. Isso explica por que prova verificável e transparência de método pesam mais que promessa de resultado.

Metodologia

Leitura honesta: amostra não probabilística, de alcance próprio. Descreve quem procura ajuda, não a população endividada brasileira.

Os dados vêm de formulário aplicado ao público próprio de Nádia Pace entre 2026, em cinco medições sucessivas: 64, 490, 1.771, 2.186 e 2.482 respostas. Os números apresentados aqui são os da quinta e mais recente medição.

A amostra é não probabilística e autosselecionada. Quem respondeu já havia buscado conteúdo sobre dívidas, o que introduz viés de interesse. Por isso os resultados descrevem o perfil de quem procura ajuda para sair das dívidas — e não o conjunto dos inadimplentes do país.

Respostas de texto aberto foram categorizadas manualmente. Percentuais são arredondados para uma casa decimal e calculados sobre o total de respondentes de cada questão, que varia conforme a pergunta ser obrigatória ou opcional.

Nenhum dado individual de respondente é divulgado, e o arquivo CSV disponível contém apenas os totais agregados.

Para imprensa: como citar

O uso é livre, inclusive comercial, desde que haja crédito e link.:

Jornalistas, pesquisadores e criadores podem reproduzir os números, a tabela e os gráficos desta página sem pedir autorização. O que se pede é apenas crédito com link:

Pesquisa do Endividado Brasileiro 2026, realizada por Nádia Pace (Viva Sempre com Dinheiro), com 2.482 respostas. Disponível em guias.metodonadia.com.br/pesquisa-endividados-2026

Os dois gráficos estão em alta resolução e podem ser baixados diretamente: perfil do endividado e o que mais trava. Os dados agregados estão em CSV.

Para recortes adicionais, cruzamentos específicos ou entrevista, o contato de imprensa está na página da autora.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros endividados devem mais de R$ 50.000,00? ▾

Nesta pesquisa com 2.482 pessoas endividadas que buscavam ajuda (2026), 57% declararam dever mais de R$ 50.000,00 e 657 pessoas (no corte de 1.771 respostas) declararam dever mais de R$ 100.000,00. O número descreve quem está endividado e procurando solução, não toda a população.

Qual a maior dificuldade de quem está endividado? ▾

"Não sei por onde começar", com 44,6% das 2.482 respostas. A segunda é "não tenho dinheiro nem para pagar um acordo", com 30,2%. Falta de dinheiro não é a trava principal; falta de ordem é.

Quem está endividado no Brasil ganha pouco? ▾

Não necessariamente. 39% dos respondentes têm renda familiar de R$ 10.000,00 ou mais. Entre os alunos do corte de junho de 2026 aparecem médicos, advogados, servidores públicos e professores aposentados. Dívida alta é problema de classe média também.

Em quanto tempo as pessoas querem resolver as dívidas? ▾

82% querem resolver em até 30 dias, e 609 pessoas marcaram "urgente, esta semana". A urgência é alta porque a maioria já está com o nome negativado ou com cobrança em andamento.

Essa pesquisa pode ser citada? ▾

Sim, com a fonte: "Pesquisa Perfil do Endividado 2026, Nádia Pace (contadora, CRC), 2.482 respostas até 06/09/2026". A amostra é não probabilística e descreve pessoas endividadas que buscavam ajuda.

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Sobre quem escreveu este guia

Nádia Pace — Especialista em dívidas PF e PJ: auditora, contadora, consultora financeira e correspondente bancária. CRC 1SP273740, mais de 20 anos no mercado financeiro e passagens por Receita Federal e KPMG. Criou o método Viva Sempre Com Dinheiro, que já tem mais de 20 mil alunos.

Conteúdo revisado e atualizado em 13 de setembro de 2026.