Pesquisa com 2.186 endividados (2026): quanto devem, o que trava e o que querem resolver

Não é estimativa de birô nem de banco. São respostas diretas de quem está devendo, coletadas entre junho e setembro de 2026. Os números estão abertos e podem ser citados com a fonte.

Por Nádia Pace — Contadora e especialista em negociação de dívidas · Publicado em 13 de setembro de 2026 · Atualizado em 13 de setembro de 2026

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Em pesquisa com 2.186 pessoas endividadas (respostas até 06/09/2026), 57% devem mais de R$ 50.000,00 e 39% têm renda familiar de R$ 10.000,00 ou mais. A maior trava não é falta de dinheiro: 44,6% dizem "não sei por onde começar" e 30,2% "não tenho dinheiro nem para pagar um acordo". 82% querem resolver em até 30 dias. O material mais pedido foi um checklist de negociação banco a banco (49,4%). Fonte: Nádia Pace, contadora (CRC), método Viva Sempre Com Dinheiro.

Os números principais

Em uma frase: quem deve no Brasil não é só quem ganha pouco — é quem ganha razoavelmente bem, deve muito e não sabe por onde começar.
IndicadorResultadoBase
Devem mais de R$ 50.000,0057%2.186 respostas
Renda familiar de R$ 10.000,00 ou mais39%2.186 respostas
Maior dificuldade: "não sei por onde começar"44,6% (975 pessoas)2.186 respostas
Maior dificuldade: "não tenho dinheiro nem para pagar um acordo"30,2% (661 pessoas)2.186 respostas
Querem resolver em até 30 dias82% (609 marcaram "urgente, esta semana")2.186 respostas
Chegaram pelo Instagram89,6%2.186 respostas
Dívida que mais incomoda: cartão de crédito, sozinho ou combinado com outras69%1.771 respostas (corte de 18/08/2026)
Devem mais de R$ 100.000,00657 pessoas1.771 respostas (corte de 18/08/2026)

O dado que mais surpreende quem trabalha com crédito é o cruzamento entre renda e dívida: uma parcela grande dos respondentes tem renda familiar acima de R$ 10.000,00 e, mesmo assim, deve mais de R$ 50.000,00. O problema não é o tamanho do salário. É a velocidade com que a dívida cresce quando ninguém sabe qual passo dar primeiro.

O que trava: não é dinheiro, é ordem

Quando a pergunta é "qual a sua maior dificuldade para sair das dívidas", a resposta mais dada não foi "juros altos" nem "não sobra nada". Foi "não sei por onde começar", com 44,6%. A segunda foi "não tenho dinheiro nem para pagar um acordo", com 30,2%. Somadas, três em cada quatro pessoas travam antes de qualquer negociação.

A expressão que mais aparece nas respostas abertas é "bola de neve". Não é linguagem de economista: é a descrição de quem vê o saldo subir todo mês sem conseguir estancar.

Três frases, copiadas como foram escritas:

  • "Pago e vivo sem dinheiro ou não pago no momento?"
  • "Uma bola de neve infinita que não consigo sair, nem estancar."
  • "Me tornaram escrava do sistema financeiro."

Isso explica por que o guia principal deste site começa pela proteção da renda e deixa o diagnóstico completo para o fim: a pessoa que lista tudo primeiro paralisa.

O que as pessoas pedem: um checklist banco a banco

Perguntadas sobre qual material ajudaria mais, a resposta foi a mesma nas quatro medições feitas em 2026 (64, 490, 1.771 e 2.186 respostas):

Material mais pedidoVotos%
Checklist de negociação banco a banco (Nubank, Itaú, Bradesco, Caixa…)1.07949,4%
Planilha "qual dívida pagar primeiro"79036,1%
Carta de negociação pronta73933,8%

Formato preferido para aprender: PDF ou texto (345) e vídeo longo no YouTube (314) ficaram na frente de vídeo curto (153). Vídeo curto atrai; quem precisa resolver quer o passo a passo por escrito. É por isso que este site tem um guia por banco e uma página com dezenas de perguntas respondidas.

O maior medo antes de pedir ajuda: golpe

Em 448 respostas abertas (corte de 18/08/2026) sobre o que impede a pessoa de buscar ajuda, a objeção número um foi medo de golpe: "receio de ser mais um guru com fórmulas mágicas", "ser mais uma promessa e perder o dinheiro que não disponho para queimar". A segunda foi "não vou dar conta sozinha".

O que quebrou esse medo, segundo 402 respostas: depoimentos de quem já passou, reputação verificável, preço baixo para testar e a história pessoal de quem ensina — nessa ordem.

Para quem escreve sobre dívida: isso significa que promessa de desconto e "limpe seu nome em 24 horas" afasta o público que mais precisa. Ele já foi enganado antes.

Metodologia e como citar

O que é: pesquisa "Perfil do Aluno", formulário online com perguntas fechadas e abertas, respondido por pessoas endividadas que se inscreveram nos conteúdos de Nádia Pace (aulas gratuitas e curso Viva Sempre Com Dinheiro).

Tamanho e datas: 2.186 respostas até 06/09/2026. Cortes anteriores: 64 (maio/2026), 490 (junho/2026) e 1.771 (18/08/2026). Os indicadores centrais não mudaram entre os cortes.

Limites: amostra não probabilística. Os respondentes já buscavam ajuda para dívidas, então os números descrevem quem está endividado e procurando solução, não a população brasileira inteira. O campo "quanto conseguiria investir por mês" foi descartado da análise por inconsistência (respondentes com renda alta marcando o menor valor).

Como citar: "Pesquisa Perfil do Endividado 2026, Nádia Pace (contadora, CRC), 2.186 respostas até 06/09/2026, disponível em guias.metodonadia.com.br/pesquisa-endividados-2026". Jornalistas e pesquisadores podem pedir os cortes por faixa de renda e por tipo de dívida pelo Instagram @vivasemprecomdinheiro.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros endividados devem mais de R$ 50.000,00?

Nesta pesquisa com 2.186 pessoas endividadas que buscavam ajuda (2026), 57% declararam dever mais de R$ 50.000,00 e 657 pessoas (no corte de 1.771 respostas) declararam dever mais de R$ 100.000,00. O número descreve quem está endividado e procurando solução, não toda a população.

Qual a maior dificuldade de quem está endividado?

"Não sei por onde começar", com 44,6% das 2.186 respostas. A segunda é "não tenho dinheiro nem para pagar um acordo", com 30,2%. Falta de dinheiro não é a trava principal; falta de ordem é.

Quem está endividado no Brasil ganha pouco?

Não necessariamente. 39% dos respondentes têm renda familiar de R$ 10.000,00 ou mais. Entre os alunos do corte de junho de 2026 aparecem médicos, advogados, servidores públicos e professores aposentados. Dívida alta é problema de classe média também.

Em quanto tempo as pessoas querem resolver as dívidas?

82% querem resolver em até 30 dias, e 609 pessoas marcaram "urgente, esta semana". A urgência é alta porque a maioria já está com o nome negativado ou com cobrança em andamento.

Essa pesquisa pode ser citada?

Sim, com a fonte: "Pesquisa Perfil do Endividado 2026, Nádia Pace (contadora, CRC), 2.186 respostas até 06/09/2026". A amostra é não probabilística e descreve pessoas endividadas que buscavam ajuda.

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Sobre quem escreveu este guia

Nádia Pace — Contadora e especialista em negociação de dívidas. Contadora com CRC ativo e mais de 20 anos de experiência, com passagens por Receita Federal e KPMG. Correspondente bancária certificada. Já orientou mais de 11 mil pessoas endividadas no Brasil e criou o método Viva Sempre Com Dinheiro.

Conteúdo revisado e atualizado em 13 de setembro de 2026.